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Lançamento da Cinemateca Negra
No dia 28, às 14h30, o Foyer Grande Otelo será palco para o lançamento da Cinemateca Negra, publicação realizada pelo instituto NICHO 54 com patrocínio da Spcine que investiga a história do Cinema Negro ao mapear e consolidar dados sobre filmes produzidos por pessoas negras no Brasil de 1949 a 2022. O evento é aberto ao público e reunirá figuras públicas, formadores de opinião e agentes do ecossistema do audiovisual, da cultura, da comunicação e da diversidade. A mediação do evento de lançamento é de Heitor Augusto, idealizador, pesquisador-chefe e coordenador da Cinemateca Negra, com as presenças de Mariana Queen Nwabasili, doutoranda pelo programa Meios e Processos Audiovisuais da USP e pesquisadora com foco em representações e recepções cinematográficas vinculadas a raça, gênero, classe, colonialismo e (de)colonialidade, e Wini Calaça, documentalista responsável pelo acervo multimídia no Centro de Documentação e Memória Institucional de Geledés.

Heitor Augusto é idealizador, pesquisador-chefe e coordenador da Cinemateca Negra. Atua nas intersecções entre curadoria, pesquisa, crítica e formação de pessoas desde 2008. Seu trabalho – múltiplo e que se espraia por diferentes porções da engrenagem audiovisual – tem contribuído para o estabelecimento de novos paradigmas para o debate ao redor de imagens no cinema brasileiro. É cofundador e curador de filmes do NICHO 54. Dentro da organização, contribuiu na construção do arcabouço teórico de atuação curatorial, bem como na política de preservação. Além disso, Augusto assinou, entre 2019 e 2024, a curadoria de filmes do NICHO Novembro, festival anual do NICHO 54, além de ter concebido duas mostras especiais.

Mariana Queen Nwabasili é jornalista e pesquisadora, doutoranda e mestra em Meios e Processos Audiovisuais pela Escola de Comunicações e Artes da USP, onde também se graduou em Jornalismo. Mestra em Curadoria Cinematográfica pela Elías Querejeta Zine Eskola, na Espanha, com bolsa do Projeto Paradiso. Curadora de curtas-metragens da Mostra de Cinema de Tiradentes 2023, do FestCurtasBH 2022 e do Cabíria Festival Audiovisual 2022. Escreve ensaios e análises críticas sobre teatro e cinema, tendo participado da 10ª edição do Critics Academy do Festival de Cinema de Locarno, em 2021. Interessada nas conexões entre Cinema, Comunicação, História e Ciências Sociais, pesquisa autorias, representações e recepções cinematográficas vinculadas à raça, gênero, classe, colonialismo e (de)colonialidade, sobretudo no cinema brasileiro.

Wini Calaça é formada em Produção Cultural no IFRJ — Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Possui curso técnico em Museologia pela Etec Parque da Juventude e tem pós-graduação em Gestão Cultural no Senac. Reside em São Paulo. Em parceria com a Galática Educação & Cultura desenvolveu projetos culturais, realizou curadoria da produção de conteúdo e auxiliou no planejamento de cursos, workshops e palestras. Atuou como freelancer de assistente de produção e voluntária em mediação de exposições. Trabalhou como estagiária, assistente de produção e assistente de pesquisa no Museu da Pessoa, onde adquiriu experiências no tratamento de acervo e fez parte da equipe que executou a Programação Vidas Negras. Desde de 2022, em Geledés, atua como assistente de produção do acervo multimídia no documentário “Geledés — Caminhos e Legados”, e assistente de coordenação do Curso de Multimídia. Atualmente está como documentalista, responsável pelo acervo multimídia, no Centro de Documentação e Memória Institucional de Geledés.
